AUTOCRÍTICA




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Nesse momento me encontro em PAZ comigo mesma. Porém, passei "tanto mal".. Na sexta-feira, tomei chuva na hora do recreio na escola. Quando anoiteceu, começou a aparecer os sintomas da gripe. Febre alta, dor de cabeça insuportável, corisa e indisposição geral. Passei o sábado deitada. Meu marido cuidou muito bem de mim. Deu-me os rémédios na hora certa e agora estou aqui. Por isso, lembrei-me dessa poesia que já havia feito há tempos e decidi postá-la, pois o momento é realmente propício.
* 5:10 PM
* 5:11 PM
O ar que respiro
* 12:55 AM
* 6:58 PM
Na vida temos os altos e baixos. Quando a maré anda baixa, não devemos nos desanimar, pois logo mais ela voltará a subir.
Retrocesso
Sobre o mar das lembranças repouso.
O livro de minha vida se abre lentamente
À medida em que o sono me invade.
Minhas têmporas se franzem
Diante das tribulações passadas,
Das conversas atravessadas,
Das coisas que deveriam ser ditas
Mas de lado foram deixadas.
Mais adiante, retornando à mais tenra idade,
Percebo-me frágil, com traumas
E ansiedades a serem superados.
Porém, avisto uma luz futura e nela
Vejo-me alçando vôos,
Calcando os caminhos,
Aparando as arestas do destino,
Superando o passado sombrio.
A serenidade repousa delicadamente
Sobre a minha tênue face...
E sinto a brisa suave da esperança
Encobrindo-me aos poucos.
Revestida de paz, repouso.
(Lubarrel)
Post by Lubarrel
Escárnio
Uma lágrima rola pelo meu rosto
Quebrantado de tanto sofrimento.
Lágrima intrépida que queima,
Minha pele exaurida de tormento.
O que consome o meu ser
É o eterno saber e o não entender,
Porque poucos têm tanto poder
E tantos nem sonhos podem ter.
A lágrima seca em meu rosto,
Mas outras teimam em rolar.
Solução não encontro ¿ só desgosto ¿
Sinto a esperança se dissipar.
O escárnio existente no ar
Ajuda a vida se marginalizar.
É necessário ter mente consciente
Para que essa realidade possa mudar.
(Lubarrel)
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS
Post by Lubarrel
O ar que respiro
É mistura de dor, suor e frio.
Moribundo ao relento,
Herói no esquecimento
Mão árdua a penar.
Perambulo com furor
Esquecendo o meu valor
Nesse mundo sem amor.
Esse ar tão impuro
Sufoca o meu ser,
Impede-me de viver.
Sinto a falta do ar
Repleto de fervor,
Harmonia e bem-querer.
Do ar que se transforma
Em tufão de emoção
Impedindo-me de sofrer.
Porém sofro ao perceber
Que esse ar cogente
Não se faz presente.
O ar que respiro
Não é o qual aspiro
Mas apenas inspiro.
(Lubarrel)
Post by Lubarrel
Está chegando a Páscoa. Tempo de rever o passado, analisar o presente e construir um futuro melhor.
Então, resolvi colocar uma poesia que fiz para o filho de uma colega apresentar em um trabalho na faculdade.
A foto, eu tirei da Igreja São Francisco de Assis em São João Del Rei.
Monumental
Oh, sublime e escultural capela
Onde os noivos se unem no altar.
De todas que sejas a mais bela
E que os anjos venham em ti habitar.
Do alto, em minha janela
Ponho-me a ti observar.
Majestosa reina, como noiva à espera
Do varão que venha te deflorar.
O céu te beija a face bela
E o brilho d'ouro começa a cintilar.
Em teu altar o estilo rococó revela
Mãos de fadas que vieram te tocar.
Aos domingos, as beatas da viela
Prostram-se no altar para rezar.
Prefiro rezar em minha janela
Olhando a tua imagem salutar.
Monumento histórico da cidade, impera
E o povo deseja preservar.
Tua imagem é tão pura e singela
E eu, pecador, sagro-te apenas com o olhar.
(lubarrel)
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
Post by Lubarrel